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MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS


 

Características do Autor e da Obra

Memórias de um sargento de milícias, obra publicada anonimamente em folhetins em 1852/1853, retrata o mundo da baixa classe média carioca, num tom coloquial e popular, transgredindo os padrões dos folhetins românticos

O romance, marcado pela simplificação estilística, desidealizando os artifícios típicos do Romantismo e distanciando-se das tendências científicas e filosóficas da época, explora as aventuras de um painel sociológico bem característico do Rio de Janeiro da época de D. João

     A crítica irreverente e mordaz caricaturiza barbeiros, parteiras, comadres, vadios, espertalhões, policiais, e, substituindo a emotividade pelo humorismo, narra as travessuras de Leonardo, espécie de herói picaresco, que mereceu atenção de Antonio Candido em seu estudo Dialética da Malandragem

       A ação se passa numa época anterior ao nascimento do autor, Manuel Antônio de Almeida (1831-1861), um médico que trabalhou como revisor, tradutor, redator, até chegar a administrador da Tipografia Nacional. Um de seus colegas de trabalho foi Antônio César Ramos, funcionário do Correio Mercantil, ex-soldado na Guerra Cisplatina, o verdadeiro sargento de milícias

 

Resumo

 Leonardo Pataca, descontente com os negócios em Portugal, vem para o Brasil. Na viagem, conhece Maria da Hortaliça e, para chamar-lhe a atenção, dá-lhe uma pisadela no pé, que é correspondida com um beliscão na mão. O casal passa a viver junto e, meses depois, nasce, “prematuro”, Leonardo, comprido, gordo e cabeludo.

Pataca, desconfiado de que Maria o traía, um dia entra em casa e percebe alguém pulando a janela em fuga. Enquanto o casal briga, Leonardinho rasga alguns documentos do pai que, vendo o garoto a destruir-lhe os papéis, suspende-o pelas orelhas e acerta-lhe um pontapé sobre os glúteos, dizendo: “...és filho de uma pisadela e de um beliscão; mereces que um pontapé de acabe a casta”.  Maria abandona Pataca, ficando Leonardo sob os cuidados do padrinho Barbeiro

Leonardo leva uma vida folgada até os nove anos: aventuras, ações endiabradas, idéias demoníacas, e, na escola, um fracasso, “um completo vadio”

 

Pataca apaixona-se pela cigana, que o trai com o padre. O português procura um feiticeiro para trazer-lhe a cigana de volta e, por azar, Major Vidigal acaba prendendo-os em meio aos rituais clandestinos

 

A comadre e o barbeiro freqüentam a casa de uma amiga muito rica, D. Maria, que era tutora de Luisinha. Leonardo conhece a menina em uma de suas visitas a casa e, a princípio, acha-a engraçada

 

O barbeiro, quando jovem, ganhara a confiança do capitão do navio e este lhe pediu, antes de morrer, que entregasse à filha o dinheiro que lhe deixava de herança. O barbeiro nada fez, tomou-se por herdeiro

 

Leonardo é surpreendido com a morte do padrinho que deixara a herança para o malandro, porém, o pai aparece para recuperar seu posto.

 

Depois de desentendimentos com Pataca, por causa de Chiquinha, esposa do pai, Leonardo passa a viver com malandros. Apaixona-se por Vidinha e, provocando ciúmes aos primos dela, é denunciado por eles a Vidigal, que o prende por vadiagem. A comadre arruma-lhe um emprego para livrá-lo das garras da lei, mas Leonardo volta a cair nas mãos de Vidigal. Enquanto isso, Luisinha resolve casar-se com José Manoel

 

Leonardo reaparece como soldado, porém, prejudica-se novamente ao ajudar na fuga de um capturado. A comadre procura Maria Regalada, que pede a Vidigal ajuda a Leonardo

 

Luísa fica viúva e o reencontro com Leonardo só poderia resultar em um casamento feliz, recebendo o (agora) Sargento de Milícias, intacta, a herança do padrinho


 

 

QUESTÕES

 

1 - (FUVEST-1996) Era este homem todo em proporções infinitesimais, baixinho, magrinho, de carinha estreita e chupada, e excessivamente calvo; usava de óculos, tinha pretensões de latinista, e dava bolos nos discípulos por dá cá aquela palha. Por isso era dos mais acreditados na cidade. O barbeiro entrou acompanhado pelo afilhado, que ficou um pouco escabriado à vista do aspecto da escola, que nunca tinha imaginado. (Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias)

Observando-se, neste trecho, os elementos descritivos, o vocabulário e, especialmente, a lógica da exposição, verifica-se que a posição do narrador frente aos fatos narrados caracteriza-se pela atitude:

a)crítica, em que os costumes são analisados e submetidos a julgamento

b) lírico-satírica, apontando para um juízo moral pressuposto.

c)cômico-irônica, com abstenção de juízo moral definitivo.

d) analítica, em que o narrador onisciente prioriza seu afastamento do narrado.

e) imitativa ou de identificação, que suprime a distância entre o narrador e o narrado

Resposta: C

 

 2 - (FUVEST- 1997) Indique a alternativa que se refere corretamente ao protagonista de Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida.


a ) Ele é uma espécie de barro vital, ainda amorfo, a que o prazer e o medo vão mostrando os caminhos a seguir, até sua transformação final em símbolo sublima

b) Enquanto cínico, calcula friamente o carreirismo matrimonial; mas o sujeito moral sempre emerge, condenado o próprio cinismo ao inferno da culpa, do remorso e da expiação

c) A personalidade assumida de sátiro é a máscara de seu fundo lírico, genuinamente puro, a ilustrar a tese da "bondade natural", adotada pelo autor.

d) Este herói de folhetim se dá a conhecer sobretudo nos diálogos, nos quais revela ao mesmo tempo a malícia aprendida nas ruas e o idealismo romântico que busca ocultar

e ) Nele, como também em personagens menores, há o contínuo e divertido esforço de driblar o acaso das condições adversas e a avidez de gozar os intervalos da boa sorte.

Resposta: E

 

 

 

    

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