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MACUNAÍMA

                     

 

O herói sem nenhum caráter

Mário de Andrade  -   1928

O batizado de Macunaíma – Anita Malfatti

 

ENREDO

  Índia tapanhumas pariu uma criança feia que foi chamada Macunaíma.

  Macunaíma passou seis anos sem falar, apenas dizendo “ai! Que preguiça”.

  O herói gostava muito de brincar com as mulheres.

  Jiguê e Maanape eram os irmãos de Macunaíma.

  Um dia, Macunaíma pede à mãe que o leve para passear.

  Quem acaba acompanhando o menino é Sofará, esposa de Jiguê.

  Quando Macunaíma é colocado no chão, transforma-se num príncipe e brinca com Sofará.

  Jiguê volta da caça e bate na esposa porque ela não trabalhou. Ele sai para caçar anta.

  Macunaíma arma uma corda e pega anta, além de brincar novamente com a cunhada.

  Jiguê divide a anta capturada pela armadilha de Macunaíma que só ganha as tripas.

  Jiguê devolve a companheira ao pai e aparece, no dia seguinte, com uma nova esposa, Iriqui.

  O mocambo é assolado pela fome.

  Macunaíma pede à mãe que feche os olhos e transporta a casa para o lado seco do rio, onde havia comida.

  A mãe colhe alimentos para levar para Jiguê, Iriqui e  Maanape.

  Macunaíma fica com raiva e faz a maloca voltar para o lado sem comida.

  A mãe carrega Macunaíma e o abandona no Cafundó do Judas.

  Macunaíma encontra o Currupira e pede comida.

  Currupira dá carne moqueada da própria perna e ensina o caminho de volta errado para Macunaíma.

  Por preguiça, Macunaíma troca o caminho indicado.

  Currupira chama a perna que responde na barriga de Macunaíma.

  O herói vomita a perna do Currupira e foge.

  Macunaíma encontra uma cutia que lhe dá um banho com um líquido extraído da mandioca. Porém esquece-se de molhar a cabeça do herói que vira homem taludo com cabeça de piá.

  Macunaíma volta para casa e diz que sonhou que caiu seu dente (sinal de morte).

  O herói brinca com Iriqui. Depois, topa com uma veada parida e atira. Era a mãe de Macunaíma.

  Os irmãos enterram a mãe debaixo de uma pedra. Barriga da mãe se transforma em um cerro.

  Todos partem.

  No meio do caminho, Macunaíma encontra uma cunhã dormindo. Era Ci, a mãe do mato.

  Macunaíma se atira sobre Ci que reage batendo nele. Os irmãos acodem, seguram Ci e o herói a possui.

  Ci e Macunaíma, agora Imperador do Mato Virgem, vivem juntos. Ele passa o tempo bebendo e cantando; ela, guerreando.

  Ci dá a luz a um menino encarnado. Surgem mulheres e presenteiam Ci.

  Menino tinha cabeça achatada. Macunaíma batia nela.

  Uma noite, uma cobra preta chupa o único seio de Ci. O menino chupa o seio da mãe envenenado e morre.

  Ci presenteia Macunaíma com uma muiraquitã e sobe para o céu.

  No túmulo do menino nasce uma plantinha: o guaraná.

  Macunaíma e os manos partem.

  Encontram uma cascata, Naipi, que fora uma bonita cunhatã de uma tribo escrava de boiúna.

  Macunaíma promete matar Capei/boiúna.

  Capei sai das águas e cospe em Macunaíma uma nuvem de vespas.

  Macunaíma consegue decepar a cabeça de Capei que vem beijar os pé do herói. Ele, não entendendo o gesto, foge com Jiguê e Maanape.

  A cabeça os persegue.

  Macunaíma percebe que perdera a muiraquitã.

  Capei resolve virar lua.

  Os irmãos vão procurar a muiraquitã.  Macunaíma chora muito.

  Uirapuru conta o que aconteceu: tartaruga comeu o amuleto, foi apanhada por  um pescador que vendeu a pedra a Venceslau Pietro Pietra que está em São Paulo.

  Todos partem atrás da muiraquitã.

  No caminho, encontram uma cova, marca do pezão do Sumé, cheia de água. Macunaíma mergulha, banha-se e sai da água loiro de olhos azuis. Jiguê se atira também na água, mas fica apenas cor de bronze. Maanape, com a pouca água que restou, lava a palma das mãos e a sola dos pés.

 

                                        Retrato de Mário de Andrade - Zina Aita

 

 

  Macunaíma mal chega a São Paulo e brinca com três cunhãs.

  O herói aprende que tudo na cidade é máquina.

   Macunaíma vai atrás de Venceslau Pietra. Maanape tenta impedir porque  Pietra pode se o gigante Piaimã, comedor de gente.

  Piaimã atira uma flecha, mata Macunaíma e carrega o herói pela perna.

  Formiguinha suga o sangue de Macunaíma, mostrando os rastros do herói para Maanape.

   Maanape encontra o herói morto, pica-o, faz dele uma polenta, estende tudo no cimento para a formiga derramar o sangue sugado. Maanape embrulha o herói, leva para a pensão, sopra fumo e Macunaíma volta à vida.

   O herói resolve enganar o gigante. Marca um encontro com ele fazendo-se passar por uma francesa interessada na máquina negócios.

   Macunaíma, vestido de mulher, é recebido por Pietra.  Depois de um banquete, o herói pergunta ao gigante se ele tem uma pedra em formato de jacaré.

   Piaimã mostra a pedra e diz, se a francesa brincar, dará o amuleto a ela.

   Macunaíma sai correndo, perseguido pelo gigante pelo Brasil, entra num buraco e engana Pietra.

   Macunaíma vai para o Rio de Janeiro procurar macumba para se vingar de Piaimã. Encomenda que ele seja chifrado por touro, picado por formigas, pise em vidro.

   Vei quer casar suas filhas com Macunaíma. O herói não cumpre a promessa do casamento e acaba brincando, afirmando que “Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são”.

   Vei pega Macunaíma com a portuguesa e o repreende. Macunaíma diz que não queria as filhas de Vei .

   Macunaíma escreve carta para Icamiabas (Amazonas) reclamando os preços das coisas e a vida em São Paulo.

   Venceslau passa meses na cama por causa da surra e guarda o  muriaquitã embaixo de seu corpo.

   Visita do índio Antônio, Santo famoso, e a Mãe de Deus.

   Macunaíma é batizado.

   Macunaíma inventa que tinha rastro de veado na frente da bolsa de mercadorias.

   Todos procuram e não acham.

   Macunaíma falou que tinha e não tem.

   Confusão na cidade.

   Macunaíma é preso, mas foge antes de chegar à prisão.Depois, vai pescar no Tietê.

   Ceiuci pesca Macunaíma e leva-o para casa.

   Filha de Ceiuci esconde Macunaíma no quarto e para libertar o herói faz um jogo de três adivinhações:

1) O que entra duro e sai mole? Macarrão.

2) Onde as mulheres têm cabelo crespinho? África.

3) Ajuntar pelo com pêlo e deixar o pelado dentro. Fechar os olhos.

   Moça ajuda-o a fugir mesmo errando as respostas.

   Padres escondem Macunaíma de Ceiuci.

   Macunaíma foge pelo Brasil.

   Macunaíma pega sarampo.

   Piaimã e a família vão para a Europa.

   Macunaíma e irmãos procuram panela cheia de dinheiro enterrada.

   O herói encontra um macaco à aconselha Macunaíma a comer seus próprios testículos.

   Macunaíma pega um paralelepípedo, dá uma pancada e morre.

   Maanape ressuscita Macunaíma.

  Jiguê traz Suzi à brinca com Macunaíma.

   Irmãos concluem que o herói não tem caráter.

   Venceslau está voltando.

   Macunaíma fica de tocaia, entra na casa com o Gigante e convidados.

   Macunaíma mata Venceslau e recupera o Muiraquitã.

   O herói parte com os irmãos.

   Iriqui fica com ciúmes de Macunaíma, voa para o céu e vira uma constelação.

   Macunaíma transforma São Paulo num bicho preguiça de pedra, transforma Jiguê numa sombra leprosa que devora Maanape.

   Macunaíma volta para a terra natal e toma por companheiro um papagaio.

   Macunaíma entra numa lagoa atrás de uma cunhã (Uiara).

   Quando o herói sai da lagoa percebe que perdeu várias partes de seu corpo, inclusive o muiraquitã.

   Macunaíma decide virar estrela à Ursa maior.

   O narrador da história é o papagaio,  já que a tribo e Macunaíma se extinguiram.

 

 

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

Nome no título – tradição indígena.

Multiplicidade de traços: étnicos, culturais.

Pesquisa de lendas e tradições folclóricas.

Romance folclórico.

Fábula mítica (mitologia indígena).

Mitos também inventados.

Novela de cavalaria carnavalizada.

Muiraquitã (enfeite de beiço que dá sorte) = Graal

Narrativa fantástica, complexa e picaresca.

Foco narrativo: terceira pessoa.

Foco narrativo no último capítulo: primeira pessoa.

Digressões constantes

Intertextualidade.

Afirmação do primitivismo.

Identidade do homem nacional e exposição crítica dela.

Frases feitas, ditados populares.

Coloquialismos.

Neologismos.

Ortografia própria.

Brasileirismos.

Escrita = ritmo da fala.

Períodos iniciados por pronome oblíquo.

Referências: históricas, culturais, geográficas, musicais, literárias, antropológicas.

Influência: Vom Roraima zum Orenoco de Theodor Koch Grümberg.

Cabeça de Índio

Cândido Portinari

 

 

MACUNAÍMA

 

Maku = Mau .

- ima = grande.

Idéia fixa de Macunaíma: Brincar = ato sexual.

Caráter brasileiro.

Anti-herói: egoísta, oportunista, medroso, ingênuo, busca vantagens.

Inteligente e preguiçoso.

Índio + negro + branco.

Herói sobre humano.

Cabeça chata.

Metamorfoses constantes.

Qualidades de saci.

 

MAANAPE

 

Velhinho.

Resolve tudo com feitiçarias

Índio negro.

 

JIGUÊ

 

Índio “cor de bronze”.

Aborrecido com a infidelidade.

 
CAPEI

Monstro que quer matar Macunaíma.

Cabeça decepada.

Lu a – possui as jovens dando seqüência à menstruação

 
CARTA PRAS ICAMIABAS

 

Sátira aos parnasianos.

Estilo parodístico.

Crítica à linguagem empolada e pedante dos parnasianos

 

O papagaio conta a história ao homem (Mário de Andrade) que canta para o leitor os feitos de Macunaíma.

 

    

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