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DOM CASMURRO


 

Machado de Assis (1939 –1908), filho de um pintor de paredes e de uma lavadeira, recebeu suas primeiras letras da madrasta, Maria Inês, que acompanhou, à distância, a ascensão do ingrato enteado

Gago, epilético, raquítico, mulato, pobre, o Bruxo do Cosme Velho apaixonou-se por Carolina mulher inteligente, desembaraçada, habituada ao trato com intelectuais. Casados, Carolina guiou Machado pelo mundo da literatura; era um segundo Eu de Machado, conforme Lúcia Miguel Pereira

Machado de Assis é responsável por um salto qualitativo na literatura brasileira, dando a ela perspectiva universal. Num alto nível reflexivo, sua crítica realista conduz o leitor a refletir sobre a condição humana, numa filosofia amarga da vida bem ao estilo de Schoppenhawer

Em meio às digressões, ironia e diálogos com os leitores repletos de metalinguagem, Machado de Assis torna-se um espectador das manifestações humanas, motivo de sua insaciável curiosidade intelectual. Ele escrevia para problematizar, elaborando conclusões máximas sobre a humanidade e reinventando, nos romances, aquilo que observava nas pessoas

Machado de Assis apresenta em Dom Casmurro, uma pergunta sem resposta definitiva: Capitu, infiel? As indicações desse adultério, espalhadas habilmente pela obra, obrigam o leitor mais atento a observar a possibilidade do adultério, e não sua certeza, uma vez que o ponto de vista do relato é de Bento Santiago, observação apresentada, com muita propriedade, por Helen Caldwell, em O Otelo Brasileiro de Machado de Assis

Bentinho é um advogado que se dispõe a fazer sua própria defesa frente a um júri composto por membros vulneráveis e diversos, portanto, alguns dos jurados podem, não só aceitar a versão do Casmurro, como torná-lo vítima que merece recompensa: a credibilidade. Do mesmo modo o contrário também é plausível, por isso, podemos dizer que a obra é aberta e toda possibilidade dedutiva é viável

Desenhando a face da psique humana, Machado deslinda os valores da sociedade, analisando as relações sociais dominantes no século XIX: a parentela, a religião, os vínculos e acordos de ordem econômica, o capitalismo, o liberalismo e, até mesmo, a Revolução Francesa e a relação de dependência, amplamente abordada na figura de José Dias

Bento transforma Capitu, a partir de seu comportamento exposto aos retalhos pelo livro, em ré, infiel, ardilosa, porém, ela age movida pela razão, independência e inteligência, requisitos indispensáveis para a figura feminina machadiana. Decidida e determinada, age objetivamente em busca da realização de suas necessidades, diferentemente de Bentinho que também se sujeita a essa sociedade paternalista, submetendo-se naturalmente às linhas mestras de dona Glória

O nome Bento de Albuquerque Santiago é representativo da índole da personagem ao longo da narrativa, trazendo toda a dualidade que caracteriza o paranóico Bentinho: Bento = Bem, Sant- = Santo, -Iago= Mal (Iago, personagem de Otelo de Shakespeare, peça assistida por Bentinho e motivo de uma série de reflexões da personagem)

RESUMO

Dom Casmurro, apelido que ganhou de um jovem que teve a leitura de sua poesia menosprezada por Bentinho, decide escrever sua autobiografia para tentar “atar as duas pontas da vida e restaurar na velhice a adolescência”.

Bento de Albuquerque Santiago, vivendo em sua casa no Engenho Novo, construção que recupera a moradia de sua infância, na Rua de Matacavalos, volta ao passado: Seu pai, Pedro de Albuquerque Santiago falece e a viúva D. Maria da Glória passa a viver de rendas

Um dia, Bentinho ouve na conversa entre sua mãe e o agregado José Dias, que será colocado no seminário a fim de cumprir a promessa que a mãe fizera a Deus caso tivesse um segundo filho

José Dias conta a D. Glória o namoro de Bento e a vizinha Capitolina Pádua, Capitu, como era chamada, jovem de 14 anos

Antes da partida, Bentinho e Capitu juram casar-se

No seminário Bentinho torna-se amigo de Ezequiel de Sousa Escobar. Escobar encontra a solução para Bentinho: como D. Glória prometera a Deus dar-lhe um sacerdote, mas não necessariamente seu filho, ela poderia adotar algum órfão e lhe custear os estudos

Bentinho deixa o seminário e torna-se advogado. Escobar, agora um comerciante bem-sucedido, casa-se com Sancha, amiga de Capitu. Bento e Capitu também se casam

Escobar e Sancha, têm uma filha, batizada com o nome de Capitolina e, de Bento e Capitu, finalmente, nasce Ezequiel

Escobar morre afogado e no enterro, Capitu, que amparava Sancha, olha fixamente para o morto, abalando Bento

Bento nota semelhanças entre Ezequiel e Escobar e o casamento dele começa a ruir: acredita que Ezequiel é fruto de uma relação adulterina de Capitu e Escobar

Uma discussão do casal resulta em separação. Para manter as aparências, os três partem para a Europa retornando ao Brasil Bento sozinho

Dom Casmurro retira-se para o Engenho Novo. Algum tempo depois, Capitu morre e Ezequiel, imagem perfeita Escobar, volta ao Brasil para visitar o “suposto” pai

Ezequiel parte para uma viagem ao Oriente Médio, onde morre de febre tifóide. Mortos todos, familiares e velhos conhecidos, Bento/Dom Casmurro fecha-se em si próprio

EXERCÍCIOS

1 – (FUVEST/1992) A narração dos acontecimentos com que o leitor se defronta no romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, se faz em primeira pessoa, portanto, do ponto de vista da personagem Bentinho. Seria, pois, correto dizer que ela se apresenta:

a) fiel aos fatos e perfeitamente adequada à realidade;

b) viciada pela perspectiva unilateral assumida pelo narrador;

c) perturbada pela interferência de Capitu que acaba por guiar o narrador;

d) isenta de quaisquer formas de interferência, pois visa à verdade;

e) indecisa entre o relato dos fatos e a impossibilidade de ordená-los.

 

RESPOSTA: B

O discurso em 1ª. Pessoa unilateriza o ponto de vista da narrativa, uma vez que o narrador apreende a realidade por meio da sua visão impregnada de emotividade e dissociação psíquica. Bentinho apresenta características que determinam desequilíbrio racional. Permeado por neuroses, faz de sua narrativa uma representação de idéias depreendidas de sua crise.

 

2 – (FUVEST/1997) Com essa história enjoada de traiu ou não traiu, de Capitu ser anjo ou demônio, o leitor de Dom Casmurro acaba se esquecendo do fundamental: as memórias são do velho narrador, não da mulher, e o autor é Machado de Assis, e não um escritor romântico dividido entre mistérios.
Aceitas as observações acima, o leitor de Dom Casmurro deverá:

a) identificar o ponto de vista de Capitu, considerando ainda o universo próprio da ficção naturalista.

b) reconhecer os limites do tipo de narrador adotado, subordinando-o ao peculiar universo de valores do autor.

c) aceitar os juízos do velho narrador, por meio de quem se representa a índole confessional de Machado de Assis.

d) rejeitar as acusações do jovem Bentinho, preferindo-lhes a relativização promovida pelo velho narrador.

e) relativizar o ponto de vista da narração, cuja ambigüidade se deve à personalidade oblíqua de Capitu.

 

RESPOSTA: B

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