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MODERNISMO
Segunda geração
Quebra
da bolsa de N. Y.
Radicalização
política
Crise
do café
Ditadura
Vargas
Romance
brasileiro moderno
1
– Romances de tensão mínima
2
– Romances de tensão crítica
3
– Romances de tensão interiorizada
4
–Romances de tensão transfigurada
JORGE
AMADO
CARACTERÍSTICAS
Caráter
seco e participante
Região
canavieira
Ambiente
urbano
Descuido
formal
Marginais,
pescadores, marinheiros
Classificação
(Segundo A. Bosi)
1
– Romance proletário: Vida baiana rural e citadina
2
– Depoimentos líricos: Rixas e amores de marinheiros
3
– Pregação partidária
4
– Afrescos da região do cacau: tom épico, lutas entre coronéis
e exportadores
5
– Crônicas amaneiradas de costumes provincianos
OS
HERÓIS
1 - O herói, oriundo das camadas populares, deve ter sempre
um caráter positivo
2
- O herói adquire consciência da opressão que o vitima.
3
- O herói parte para a ação política
OS
OPRESSORES
Latifundiário
Burguês
Agente
do imperialismo
Alienação
Conscientização
Ação
política final
PAÍS
DO CARNAVAL - 1931
ØEstréia
do autor
Ø
Jovens intelectualizados e inadaptados
à realidade brasileira
Ø
Impasses ideológicos e existenciais
Ø
Pedro Ticiano = velho jornalista
ØPaulo
Rigger = intelectual modernista
Ø
Indagações: O que somos?
Que
país é este?
Para
onde vamos
ØQual
a finalidade da existência?
Ø
Literatura
de debate
ØNegação
dos sistemas filosóficos, políticos e
religiosos
ØDenúncia:
Mau caráter dos políticos
Mandonismo oligárquico
Indigência material e ideológica dos
humildes
CACAU
– 1933
Ø
Romance pequeno e
violento”
Ø
Região cacaueira
do sul da Bahia
Ø
" Tentei contar neste livro com um mínimo de literatura para o
máximo de honestidade a vida do trabalhador das fazendas de cacau
do sul da Bahia. Será um romance proletário?"
“Mínimo
de literatura para um máximo de honestidade
Ø
Luta
de classes
Ø
Linguagem
popular
Ø
Metalinguagem
Ø
Manuel
Misael de Souza Teles
Ø
José
Cordeiro
Ø
Tom
memorialístico/testemunhal
Ø
Construção
fragmentária
Ø
Realismo
socialista
Ø
Mito
da Caverna
Ø
Representação
positiva do oprimido
SUOR
– 1934
Desempregados,
operários e mulheres enfrentam a polícia nas ruas de Salvador.
Ø
Ladeira
do Pelourinho, casarão 68
Ø
Via
crucis
dos oprimidos
Ø
Decadência
contínua
Ø
Painel
social
Ø
Sofrimentos
coletivos
Ø
Caráter
escatológico
Ø
Vilão:
O Capital
Ø
Herói:
Não há
MAR
MORTO – 1936
Ø
Denúncias sociais
Ø
Conscientização
da heroína Lívia
Ø
Morte
do marinheiro Guma é menos política e mais existencial
Ø
Lívia
assume o comando do saveiro de seu amado para dar continuidade ao
trabalho do mesmo
JUBIABÁ
– 1935
Ø
O negro Antônio
Balduíno vivencia os destinos possíveis das camadas populares
baianas:
Menino
de rua
Vagabundo
Sambista
Boxeador
Trabalhador
rural
Artista
de circo
Estivador
Líder
de uma greve no porto
Ø
Jubiabá, é um
pai-de-santo que desconfia da ação política do filho.
Ø
Antônio
Balduíno supera a religiosidade familiar pelo envolvimento
sindical.
Ø
Jorge
Amado descreve sem preconceitos o candomblé e os rituais
afro-brasileiros, vendo-os como legítima expressão da cultura
negra.
CAPITÃES
DA AREIA – 1937
Grupo
de meninos de rua
Proibido
pela censura do Estado Novo
Ø
Um dos romances
mais lidos em nossa história literária.
Ø
A
idealização dos garotos é absoluta.
Ø
Todos
os "capitães" assumem um destino original:
Ø
Pedro
Bala, o líder do grupo, vira comandante da segurança de uma greve
no porto;
Ø
Volta
Seca torna-se cangaceiro do bando de Lampião;
Ø
Pirulito,
seminarista;
Ø
Professor,
pintor famoso;
Ø
Boa-Vida,
malandro generoso;
Ø
Sem
Pernas suicida-se.
Fecha
o ciclo proletário da “cidade da Bahia”
TERRAS
DO SEM FIM
- 1943
Ø
Lutas sangrentas
em torno do estabelecimento da propriedade
Ø
Um menino aparece
no julgamento do coronel Horácio é apresentado como alguém que
"anos depois iria escrever as histórias dessa terra
Ø
Vigor documental
Ø
Dramas
humanos autênticos
Ø
Lirismo
convincente
Ø
Publicados
inicialmente na imprensa esboços de capítulos sob o título de Sinhô
Badaró
Ø
Segundo
romance do “ciclo do cacau”
Ø
Brasil
de antes da Primeira Guerra Mundial
Ø
Ferradas
e Taboca, sociedades em formação
Ø
Lei
dos mais fortes e corajosos
Ø
Coronel
Horácio X família Badaró
Ø
Posse
das matas do Sequeiro Grande Narrador
onisciente
Ø
ABC`s
e de citações bíblicas
Ø
Conflitos
íntimos em grande evidência
Ø
Paraíso dos
chamados “coronéis do cacau” que têm dedicados advogados
pessoais e controlam um jornal e uma administração municipal.
Ø
Inferno
dos camponeses suarentos e esfarrapados.
Ø
Grandes
latifundiários, solicitavam de um advogado um "caxixe"
Ø
Advogados
eram bem vindos em Ilhéus, onde faziam fortunas.
Ø
Navio
Lavrador
Antônio Vítor
Aventureiro
João Magalhães
Prostituta
Margot
Advogado
Dr.Virgílio
Sinhô Badaró
Pela
paz
Mata
somente em caso de extrema necessidade
Juca Badaró
Antônio
Vítor
capanga
de Juca Badaró, após ter-lhe salvo a vida.
Don'Ana
Filha
de Sinhô Badaró
Moça
séria e enraizada à terra
Ø
Virgílio
registrou a mata a no cartório de Venâncio em nome de Horácio,
Maneca Dantas, Braz, viúva Merenda, Firmo, Jarde e de Dr. Jessé
Freitas.
Ø
Homens
de Badaró atearam fogo no cartório.
Ø
Nas
cidades distantes falavam-se das lutas
em Sequeiro Grande.
Ø
Juca
espalhou pela cidade que Virgílio era um cagão.
Ø
Horácio:
febre.
Ø
Ester
cai doente e morre.
Ø
Badaró e os
homens de Horácio derrubando a mata.
Ø
Juca
foi assassinado.
Ø
Horácio deveria
ser morto, mas também sabiam que isso não seria fácil.
Ø
Intervenção
do governo federal no estado da Bahia
Ø
Governador
renuncia e a oposição toma o poder.
Ø
O
interventor demite o prefeito e nomeia o Dr. Jessé para o cargo;
Ø
O
juiz também foi transferido, viria outro em seu lugar.
Ø
Sinhô
Badaró tornara-se oposição e Horácio, que era governo, já
imaginava Virgílio como deputado federal.
Ø
O cerco da casa
Grande dos Badaró pelos homens de Horácio pôs fim na luta.
Ø
Meses
depois, Horácio foi levado a julgamento e, por unanimidade de
votos, foi considerado inocente.
Ø
Horácio descobre
que Ester e Virgílio tinham sido amantes.
Ø
Para
Virgílio, o triste era viver sem Ester
Ø
Virgílio iria
morrer corajosamente, segundo as leis do lugar.
Ø
Foi
morto em uma emboscada, a caminho de Ferradas.
Ø
Eleições:
Dr. Jessé é levado à Câmara Federal como deputado do governo.
Ø
Decreto
cria o município de Itabuna - ex Tabocas - desmembrando-o de Ilhéus.
Ø
Horácio
elege Maneca Dantas para prefeito de Ilhéus e o Sr. Azevedo para
prefeito de Itabuna.
SÃO
JORGE DOS ILHÉUS - 1944
Ø
Romance
complementar a Terras do sem fim
Ø
Vilas já
urbanizadas.
Ø
Exploração do
cacau
Ø
Região de Ilhéus,
no sul da Bahia,
Ø
Histórias
de terras férteis e dinheiro em abundância.
Ø
O romance registra
a perda do poder local pelos coronéis, substituídos pelos
exportadores e, logo depois, pelas companhias imperialistas
americanas.
Poeta
Sérgio Moura
Proletário
Joaquim
primarismo
ideológico
visão
messiânica da revolução.
Conversão
ao comunismo de Julieta, esposa de um rico exportador, e a sua decisão
de lutar pela causa operá
ria.
Fazendeiro:
humilde
do interior
igual
a qualquer mortal
sem
a grandiosidade romanesca do sr feudal
Novos
modos de matar:
Calúnias
Falências
Processos
jurídicos
Fases
do homem do ciclo do cacau (Antônio Vítor)
Contratado como “alugado”dos Badaró
Promovido a Jagunço
Casamento com filha bastarda do patriarca
Ganhador de um pedaço de terra
Transforma-se em produtor
Perdedor de tudo com a baixa do cacau
Joaquim
Idealista extremado
Arauto da utopia
Ideal
do militante
Discurso moralista
SEARA
VERMELHA – 1946
Ø
Enquadrado na ótica
explicitamente ideológica do escritor
Ø
Importante
mudança de cenário
Ø
Abandono
da zona do cacau, localizando o relato no sertão baiano.
Ø
Família
numerosa de sertanejos, vítima da seca e do latifúndio, chefiada
pelo velho casal, Jerônimo e Jucundina, migra em busca de dias
melhores.
Ø
Seqüência
de fome e angústia, sofrimento e esperança, morte e instinto de
sobrevivência
Ø
Marta,
a filha do casal, se
prostitui para garantir o sustento da família e a viagem rumo a São
Paulo.
Segunda
parte do romance
(As estradas da
esperança)
Ø
Eixo narrativo se
desloca para os três filhos homens de Jerônimo e Jucundina - José,
João e Juvêncio
Ø
Cada
um dos irmãos escolhe um caminho de protesto contra o latifúndio
opressor:
Ø
José
vira Zé Trevoada, cangaceiro do bando de Lucas Arvoredo;
Ø
João torna-se
seguidor do beato Estevão;
Ø
Juvêncio
ultrapassa a dimensão irracional do cangaço e do misticismo, pois
como soldado acaba aderindo ao partido Comunista, participando
inclusive da intentona golpista de 1935.
Ø
Influência
dessa parte do romance no mais famoso filme brasileiro Deus e o
diabo na terra do sol, de Glauber Rocha, produzido em 1963.
TOCAIA GRANDE –
1984
Ø
Como diz o próprio
Jorge Amado, foi escrito de déu em déu, ou seja, conforme
as afluíam, sem preocupação de linearidade.
Ø
“É
que desta vez não estou só escrevendo um romance - estou
construindo uma cidade”.
Ø
Formação
de um povoado, processo do arraial a partir da casa construída por
Natário.
Ø
Saga
do jagunço Natário da Fonseca
Ø
Escalões
inferiores da hierarquia social:
Ø
Transgressores
Ø
Tropeiros
Ø
Jagunços
Ø
Prostitutas
Ø
Arraial
transforma-se em Irisópolis
Ø
Natário
da Fonseca, caboclo de feições carrancudas que serve ao coronel
Boaventura.
Ø
Natário
pede ao coronel Boaventura
deixá-lo tomar um pedaço de terras nas cercanias com o empenho da
palavra que sempre servirá ao coronel
Ø
Fadul Abdala abriu
um pequeno comércio para venda de cachaça, rapaduras, farinha,...
e algumas mulheres-damas para o deleite dos tropeiros
Ø
Castor Abdium,
mais conhecido por Tião, que vai dar
em Tocaia Grande
por estar sendo perseguido pelos homens do Barão
Ø
Bernarda, afilhada
do Capitão Natário tornando-se amante dele, com o qual tem um
filho, além de continuar na labuta como prostituta.
Ø
Jacinta Coroca em
busca de melhor lugar para viver; topa com o Capitão Natário que
lhes fala de Tocaia Grande e lhes diz que lá eles serão donos de
suas terras.
Ø
Em Tocaia Grande
quem se gosta se amasia, pois o
lugar não tem igreja, não tem padre. É um porto livre dos tabus e
moralidades da sociedade.
Ø
Outro personagem a
destacar é Zilda, esposa do Capitão Natário, que tem com ele dois
filhos, e outros tantos que recolhe e cria como se fossem seus.
Todos tinham cara de Natário.
Ø
Assalto
à bodega do turco Fadul
Ø
Capitão Natário
informa Fadul que já sabia do saque o que também já tinha
resolvido a pendenga, dando cabo dos jagunços,
Ø
Enchente que
dizimou a localidade
Ø
Peste negra que se
abateu sobre a população de Tocaia Grande, levando consigo nove
vidas
Ø
Festa
de reisado
Ø
Coronel
Boaventura morre e pede a Natário que se encarregue da moça
Sacramento, derradeira alegria do Coronel, encaminhando-a da melhor
forma possível.
Ø
Boaventurinha
é obrigado a largar de sua boa vida na Europa, regressar para casa,
assumir as finanças e a política deixadas pelo pai.
Ø
Ao
saber que o Capitão Natário não irá mais lhe assessorar, se
revolta e vai à cata de vingança.
Ø
Chegam jagunços
dos mais temidos das localidades e redondezas, com o intuito de
tocaiar os tocaiagrandenses.
Ø
Capitão
Natário reúne sua gente, dizendo que ninguém é obrigado a ficar.
Ø
Na
noite de tocaia, sem o saber, o Capitão Natário encontra-se com
sua amante e afilhada Bernarda
Ø
Um
capanga dispara um tiro, porém Bernarda se interpõe entre a bala e
o Capitão Natário, vindo a morrer em seguida, nos braços do único
homem que amou,
Ø
O
capanga é morto por Sigismundo, cão de guarda do Coronel
Boaventura, quando este vivia.
Ø
Capitão Natário
mandou espalhar o boato, em Itabuna e redondezas, que estava morto.
Ø
Os
outros jagunços se puseram em marcha para Tocaia Grande com o propósito
de acabar com todos
Ø
A
maioria da população morre.
Ø
Natário
e Jacinta Coroca, armaram emboscada para os mandantes daquela desgraça:
Ø
Chega o tropel da
comitiva dos notáveis. aguardando o momento de entrada triunfal
Ø
Traziam
a lei para implantá-la.
Ø
Jacinta
Coroca apoiou a repetição no galho de árvores.
Ø
Natário
firmou pontaria, visando a testa de Venturinha. Em mais de vinte
anos, não errara um tiro. Com sua licença, Coronel.
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